Como descrevê-la?
Como não amá-la?
Como não chorar ao ver as suas lágrimas?
Como não valorizar aquilo que te chamou para a Terra?
Mãe, uma cria que cria.
Mãe, uma luz que te ilumina.
Mãe, motivo da sua motivação.
Mãe, a diva que lhe escuta quando estás em um divã.
Nunca a perdoarei por não ser eterna.
Sempre agradecerei os momentos ao seu lado,
pois é com eles que viverei
e as lembranças virão em cada uma das vezes que pensar no acaso.
Me perdoe por não te perdoar.
Me cubra com o seu manto, minha mãe.
Não me deixes sem antes me olhar.
Verás que em meus olhos existe os seus olhos.
Eu te amo!
Com todo meu coração.
Com todo meu corpo.
Com toda minha alma.
sábado, 12 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes.
sábado, 21 de abril de 2012
Pensamentos
Tenho a impressão que meus pensamentos são mais rápidos que meus dedos... ao começar a escrever... tenho que começar a me concentrar demais pra não me perder em meio a tantos pensamentos.
São sentimentos, lembranças, histórias, sorrisos, abraços, carinhos, beijos,
Gosto disso, de escrever e poder expressar diante das palavras o que esta em meu coração em e nos meus pensamentos.
Certo dia quando era criança, uma Senhora muito respeitada me disse que eu tinha o dom das palavras, achei estranho porque a meu ver, eu apenas estava brincando de diário em meu a reunião delas. Mas os anos foram se passando e a minha afinidade com as palavras aumentaram. Sinto-me bem quando estou aqui, escrevendo e decifrando os meus próprios pensamentos e sentimentos.
Tanta coisa que guardamos em nós, tantas coisas bonitas, tantos ensinamentos, tantos aprendizados... E porque não compartilhar?
Dizer a todos o que trago comigo...
Neste momento sinto-me explodindo de duvidas... Porque agora eu decidi fazer isso? Porque não antes? Será melhor esquecer tudo isso e deixar tudo como esta?
Mas da mesma forma que para mim ajuda escrever, pode ser que com algumas palavras eu venha a ajudar alguém de uma forma. Seja tendo uma visão boa de tudo isso, ou então uma visão inversa das minhas palavras.
Mas sabe, só de pensar que somos capazes de termos os nossos próprios critérios de avaliação, já me deixa feliz. Se sinta livre por isso.
Tem quem seja somente mais uma sombra se escondendo deste sol maravilhoso que esta a nossa mercê querendo nos encorajar a viver cada dia intensamente, deixe brilhar, deixe transparecer este “eu” que tanto quer se revelar.
Faça do dia de hoje o diferencial. Não se veja como mais um... mas sim aquele na qual foi concedido o grande dom de enxergar, o dom de falar, de poder caminhar, de poder tocar diante de tantos enfermos que rezam todos os dias para poder ter uma oportunidade de ver a luz do amanhecer, de poder falar com alguém, de poder seguir os passos de quem se admira, poder tocar a sua face e enfatizar o quanto seu sorriso é belo.
Não deixe de sonhar... pois é essa a sua manivela... a sua esperança é o seu diferencial.
mais mesmo assim... não acordamos pra vida.. é bem isso ai mesmo.. o pior erro do ser humano é se deixar ser enganado.. ou melhor ele enganar a si próprio com suas próprias ilusões...
24 de novembro de 2011 – 00:38hs
sábado, 7 de abril de 2012
Tudo parou.
Havia ali centenas de feridos.
Corações dando suas últimas batidas.
Suspiros agonizantes de pessoas que lutaram.
Filhos adotados, casas que não eram casas, não havia piedade.
Ali, uma pessoa da qual ninguém imaginava o quão importante ela seria.
Aquela pessoa de branco, com brilho nos olhos, o amor pulsando loucamente e a paixão por ajudar as pessoas.
Priscila Signorini. (Inspirado no filme Moscati: O Homem que virou Santo.)
Havia ali centenas de feridos.
Corações dando suas últimas batidas.
Suspiros agonizantes de pessoas que lutaram.
Filhos adotados, casas que não eram casas, não havia piedade.
Ali, uma pessoa da qual ninguém imaginava o quão importante ela seria.
Aquela pessoa de branco, com brilho nos olhos, o amor pulsando loucamente e a paixão por ajudar as pessoas.
Priscila Signorini. (Inspirado no filme Moscati: O Homem que virou Santo.)
Nas recordações de minha vida
Só seu rosto me faz suspirar
Seus olhos azuis como o oceano
Sua pele macia como o algodão
Seu sorriso esplendoroso
Nem ao menos soube seu nome
Pensei em segui-la
Para ver onde morava
Mas não quis assustá-la
Então Reprimi este amor
O tempo passou
Mas eu nunca esqueci
Sei que ainda à amo
Mesmo sem saber seu nome.
Henrique, Leandro.
Só seu rosto me faz suspirar
Seus olhos azuis como o oceano
Sua pele macia como o algodão
Seu sorriso esplendoroso
Nem ao menos soube seu nome
Pensei em segui-la
Para ver onde morava
Mas não quis assustá-la
Então Reprimi este amor
O tempo passou
Mas eu nunca esqueci
Sei que ainda à amo
Mesmo sem saber seu nome.
Henrique, Leandro.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Aprendizado.
De nada valeria a pena se tão pouco fosse o veneno, pois é preciso muitos frascos para que o efeito possa surgir e o ser humano evoluir.
Priscila Signorini.
Priscila Signorini.
terça-feira, 6 de março de 2012
Caminhando...
É brilhantemente! Damos voltas tão revoltadas para nós mesmos.
Talvez seja o canto célebre de quem não passa de um amador.
É distante daquele paraíso chamado amor.
Porque tudo corre sem pressa tão perto da campina escura. Tampouco exige o impossível, mas o bastante do realizável.
Alguma coisa tem que acontecer, perante a morte adoecer e ao lado do passaporte permanecer.
E voar sem ter asas, mas com a certeza de que irá sentir o ar e, se cair, vai se levantar.
Tudo se transforma e se concretiza.
Parece que a eternidade desfez o fim.
Priscila Signorini Silva
Talvez seja o canto célebre de quem não passa de um amador.
É distante daquele paraíso chamado amor.
Porque tudo corre sem pressa tão perto da campina escura. Tampouco exige o impossível, mas o bastante do realizável.
Alguma coisa tem que acontecer, perante a morte adoecer e ao lado do passaporte permanecer.
E voar sem ter asas, mas com a certeza de que irá sentir o ar e, se cair, vai se levantar.
Tudo se transforma e se concretiza.
Parece que a eternidade desfez o fim.
Priscila Signorini Silva
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Indesejável tempo.
Paro no mais indesejável tempo, tudo congelado, tudo morto.
Não encontro o meu futuro, mas relembro um passado que gostaria de descartar como uma carta de um incompetente monte de baralho.
Peço a superfície remota desse tão indesejável tempo e me perco no vazio das piores palavras faladas. Me fecho. Me despeço.
Minha voz afaga o doce ar da vida, porque já não sou aquela pessoa que respira o melhor ar.
Estou no meio da neblina, aquela que tanto me toca e me esconde.
Eu não desejei esse tempo indesejável. Eu apenas quis o vento. O vento de neve que me atingiu.
Foi o momento em que perdi o meu sorriso.
Priscila Signorini Silva.
Não encontro o meu futuro, mas relembro um passado que gostaria de descartar como uma carta de um incompetente monte de baralho.
Peço a superfície remota desse tão indesejável tempo e me perco no vazio das piores palavras faladas. Me fecho. Me despeço.
Minha voz afaga o doce ar da vida, porque já não sou aquela pessoa que respira o melhor ar.
Estou no meio da neblina, aquela que tanto me toca e me esconde.
Eu não desejei esse tempo indesejável. Eu apenas quis o vento. O vento de neve que me atingiu.
Foi o momento em que perdi o meu sorriso.
Priscila Signorini Silva.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Nada além...
Como não mais apagar o que é invisível?
Como não mais sentir o não sentimento?
Como não mais julgar o ser?
Como tatear o que não existe?
Como não gostar de uma pessoa que gosta de você?
Um dia ei de derramar, não lágrimas, mas toda essa felicidade que eu tenho... derramarei sobre ti, pois há quem a mereça.
Por fim, nada mais.
Jamais deixarei algo afetar meu lado pessoal com pessoas que amo, ao meu redor pessoas maravilhosas transbordam um ser feliz e é com essa felicidade que eu quero viver.
Como não mais sentir o não sentimento?
Como não mais julgar o ser?
Como tatear o que não existe?
Como não gostar de uma pessoa que gosta de você?
Um dia ei de derramar, não lágrimas, mas toda essa felicidade que eu tenho... derramarei sobre ti, pois há quem a mereça.
Por fim, nada mais.
Jamais deixarei algo afetar meu lado pessoal com pessoas que amo, ao meu redor pessoas maravilhosas transbordam um ser feliz e é com essa felicidade que eu quero viver.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Tigreando.
Integrantes são tigres gigantes
Nada mais que seres enjaulados
Mas, talvez, com a expressão desgastada
Um tanto normalizada, mas nem um pouco aclamada.
Rodeios de rodas perfuram as grades
Tão indesejadas são as caras pintadas
Esses dos quais bichos os atraem
Nada mais que uma doença terminal.
São tigres, aqueles, que tão pouco vemos
Por não termos tantos sentimentos
Por não mais pensar
Como os velhos tigres mesclados.
Nada mais que seres enjaulados
Mas, talvez, com a expressão desgastada
Um tanto normalizada, mas nem um pouco aclamada.
Rodeios de rodas perfuram as grades
Tão indesejadas são as caras pintadas
Esses dos quais bichos os atraem
Nada mais que uma doença terminal.
São tigres, aqueles, que tão pouco vemos
Por não termos tantos sentimentos
Por não mais pensar
Como os velhos tigres mesclados.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Projetando.
Acreditar na visão persiste em uma superfície que poupa o real. Praticar o que se viu persiste nas profundezas dos mais belos dardos em que a mira é essencial, mas não mais que na vida, aquela que oportunidades não são iguais e que mudam o mais do mesmo.
Priscila Signorini Silva.
Priscila Signorini Silva.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Pós-modernismo.
“As penas que eram molhadas na tinta deram lugar às canetas, das mãos com os dedos entrelaçados ao pincel deu-se um quadro belo, da arte se fez a paisagem. Dos poetas deu-se a expressão de liberdade. Dos loucos deu-se a revolução. A verdade calou-se com a dúvida.”
(Priscila Signorini)
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Lixando.
O lixo que você joga saiu da sua mão.
O lixo que você joga na rua saiu de sua ação.
O lixo do lixeiro é o mesmo que o seu.
O lixo desperdiçado é sugado pelo bueiro.
O lixo do bueiro permanece em frente à sua casa.
O lixo jogado nas ruas vêm das suas lamentáveis atitudes.
O lixo podre é podridão de quem o joga.
O lixo seu é o mesmo que o meu.
O lixo da vizinha pode feder mais que o meu.
Mas o lixo tem casa.
Não a nossa casa.
Mas a sua casa.
O que custa jogar lixo no lixo?
Lixo são restos de uma sociedade sem perdão.
Lixo da sua calçada é também a sua condenação.
Lixo é no lixo. Ousadia de quem não o dá moradia.
Lixo quando não útil se torna dispensável a qualquer hora.
Lixo do caminhão de lixo é aquele que você "perdeu".
Ache o lixo no lote lindeiro que você viu.
Carregue-o até seu lar.
Lixo não pode ficar em qualquer lugar.
O lixo que você joga na rua saiu de sua ação.
O lixo do lixeiro é o mesmo que o seu.
O lixo desperdiçado é sugado pelo bueiro.
O lixo do bueiro permanece em frente à sua casa.
O lixo jogado nas ruas vêm das suas lamentáveis atitudes.
O lixo podre é podridão de quem o joga.
O lixo seu é o mesmo que o meu.
O lixo da vizinha pode feder mais que o meu.
Mas o lixo tem casa.
Não a nossa casa.
Mas a sua casa.
O que custa jogar lixo no lixo?
Lixo são restos de uma sociedade sem perdão.
Lixo da sua calçada é também a sua condenação.
Lixo é no lixo. Ousadia de quem não o dá moradia.
Lixo quando não útil se torna dispensável a qualquer hora.
Lixo do caminhão de lixo é aquele que você "perdeu".
Ache o lixo no lote lindeiro que você viu.
Carregue-o até seu lar.
Lixo não pode ficar em qualquer lugar.
Suave desabafo.
Compreendo o incompreensível.
Disfarço com o constrangimento.
Perco a cabeça com o devaneio.
Liberto a magra magia.
Da qual não tenho vínculo nenhum.
Bate um leve desespero.
Atingiu a você.
Rochas são mais que pedras.
Criatura é a maior criação.
Olhares é a melhor visão.
Indefinido é o definido.
Dane-se as regras que não são regras.
Junte-se aos amplos salgueiros.
E verás que ainda te vejo.
Não de longe tão perto.
Mas de um constante não tão longe.
De um meio caminho.
Aquele que nos perdemos.
Por simples ambições.
Presentes não mais ausentes.
Mas que ainda não estão presentes.
Realidade é a mais pura verdade.
Desvios são as poucas meias verdades.
Entretidos em meia sociedade.
Cheia de cuspe.
Cheia de nada.
Disfarço com o constrangimento.
Perco a cabeça com o devaneio.
Liberto a magra magia.
Da qual não tenho vínculo nenhum.
Bate um leve desespero.
Atingiu a você.
Rochas são mais que pedras.
Criatura é a maior criação.
Olhares é a melhor visão.
Indefinido é o definido.
Dane-se as regras que não são regras.
Junte-se aos amplos salgueiros.
E verás que ainda te vejo.
Não de longe tão perto.
Mas de um constante não tão longe.
De um meio caminho.
Aquele que nos perdemos.
Por simples ambições.
Presentes não mais ausentes.
Mas que ainda não estão presentes.
Realidade é a mais pura verdade.
Desvios são as poucas meias verdades.
Entretidos em meia sociedade.
Cheia de cuspe.
Cheia de nada.
Pensamentos refletidos...
Hoje palavras me faltaram.
Pensei que não conseguiria.
Quase admiti minha impotência.
E quando pensei que tudo tinha acabado.
Vejo a mais profunda vontade.
Me perguntei um significado para isso.
Não encontrei, nem poderia.
Pois o que chamamos de incapacidade.
É um incentivo irradical.
Eu preciso escrever.
Eu preciso ler.
Gosto de falar com o que eu conheço.
Como, também, gosto de cumprimentar o desconhecido.
Me cobro por não dizer mais.
Pensei que não conseguiria.
Quase admiti minha impotência.
E quando pensei que tudo tinha acabado.
Vejo a mais profunda vontade.
Me perguntei um significado para isso.
Não encontrei, nem poderia.
Pois o que chamamos de incapacidade.
É um incentivo irradical.
Eu preciso escrever.
Eu preciso ler.
Gosto de falar com o que eu conheço.
Como, também, gosto de cumprimentar o desconhecido.
Me cobro por não dizer mais.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Trajes.
O show circense começa. O palhaço se veste de pirraça, e o espetáculo se resume em muitas caras pintadas. Quando o elefante aparece, vestido de prisioneiro, nele a graça fica estagnada. Se escuta os mais altos risos e as mais imagináveis melodias. A luz ilumina a odalisca por intermédio da estrutura organizada.
A flauta vestida de sons nos relaxa, o ar esboçado aguça a plateia. Mediante a isso, vozes voam vestidas de palavras tão poucas expressadas. O exposto veste a nudez, o portão veste o fim. A solidão veste o egoísmo que veste a raiva. As raízes trocam de folhas vivas a todo instante. O mar se veste de infinidade. O sol se veste de esperança, a lua se veste do homem. A areia se veste dos pés. Os cabelos se vestem dos hidratantes, mas bem como antes, ainda persistem nos couros. A boca se veste de informação, o nariz de expiração. O amor se veste de pessoas. Personalidade se veste de atitude. A investida se veste com o "tente outra vez". O violão se veste com as notas musicais, essas que são usadas nos vocais. O mundo se veste de um manto universal que está além de qualquer traje já visto.
A flauta vestida de sons nos relaxa, o ar esboçado aguça a plateia. Mediante a isso, vozes voam vestidas de palavras tão poucas expressadas. O exposto veste a nudez, o portão veste o fim. A solidão veste o egoísmo que veste a raiva. As raízes trocam de folhas vivas a todo instante. O mar se veste de infinidade. O sol se veste de esperança, a lua se veste do homem. A areia se veste dos pés. Os cabelos se vestem dos hidratantes, mas bem como antes, ainda persistem nos couros. A boca se veste de informação, o nariz de expiração. O amor se veste de pessoas. Personalidade se veste de atitude. A investida se veste com o "tente outra vez". O violão se veste com as notas musicais, essas que são usadas nos vocais. O mundo se veste de um manto universal que está além de qualquer traje já visto.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Falares...
Falar o que?
O som que você não quer ouvir?
Ou a sílaba tônica sem ênfase?
Fonemas indecisos rodeam os passageiros...
Passageiros esses que não possuem visto para o litoral...
Litoral esse tão ideal...
Ideologia essa que eu quero viver...
Vida essa órfã de Cazuza...
Cazuza esse que jamais deixarei de lembrar...
Lembranças essas que não presenciei...
Presença essa trocada por sua música...
Música essa que faz parte do show...
Show que termina quando clareia o dia.
O som que você não quer ouvir?
Ou a sílaba tônica sem ênfase?
Fonemas indecisos rodeam os passageiros...
Passageiros esses que não possuem visto para o litoral...
Litoral esse tão ideal...
Ideologia essa que eu quero viver...
Vida essa órfã de Cazuza...
Cazuza esse que jamais deixarei de lembrar...
Lembranças essas que não presenciei...
Presença essa trocada por sua música...
Música essa que faz parte do show...
Show que termina quando clareia o dia.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Mudanças...
"Tudo como antes." Talvez seja essa a questão. Nada mudou. Foram tentivas em vão. Ninguém está se doando para o ato, esquecemos de como é ficar sem o outro, e por isso, não estamos dando o valor necessário para o sustento de tudo. Estamos caminhando para um lugar já conhecido. Estou tentando desviar ao máximo, mas o equilíbrio exige a doação de ambos os lados. Talvez o que eu ache, você não goste e o que você acha eu não gosto. Ninguém é perfeito. Nós teremos que escolher se iremos investir. Paro por aqui, não quero terminar esse assunto em palavras lidas, e sim, faladas.
domingo, 8 de janeiro de 2012
O (Quase) Curioso Caso de Benjamin Button.
São 19h00min. O rádio está ligado na estação problemática. Deslizes sonoros acontecem o tempo todo. O vento bate na janela, penso eu, o quanto estou perdendo. Descubro que tenho um tempo decrescente. Tenho 19 horas de vida. Sinto um calafrio, eu sempre temi pelo tempo. Me vejo tão arruinada. Mas já são 18h50min. Eu tenho que fazer o que não fiz em uma vida. Tenho horas de experiências, assim adquiri uma certa idade. O tempo é curto, não se escuta, não se fala, não há comunicação. Começo a ler, como, bebo, ando, já são 15h00min. Estou vivendo para não mais perder meu tempo. Resolvo entender a política, procuro a voz que tanto me falta, alguém de longe me olha, condenando a mim. Pego minha caneta, esta azul, logo prefiro a vermelha. Começo a escrever, já são 13h00min. O ônibus passa, tento pegá-lo, mas está inalcançável. Padeço sobre a calçada e abro a caixa do correio. Contas ali encontro, jogo-as para que o vento as leve. Cansei de ser roubada, enganada, de só pagar e nenhum retorno eu tenho. São 11h00min. estou ligando a TV, não vejo nada além de imagens de um povo sem voz. Ou melhor, um povo que não quer ter voz. Desligo-a, porque essa verdade me atinge. Também não quis ter voz. São 9h00min. Deito-me. Fecho os olhos e penso no quanto eu devia ter participado de algumas coisas. Já são 7h00min. Eu pego no sono, arrependida de não ter feito o que queria fazer. Com a certeza de que não irei acordar, meu tempo se esgotará. O celular desperta, são 5h30min. Permanecerei em minha cama, tão quentinha e confortável. Prezo pelo tempo e sussurro minha última palavra: viva. São 5h00min. Blefando eu fecho os olhos novamente e me desligo. ADEUS TERRA.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Diversidade.
Aposto que seu cabelo não é igual ao meu, é?
Loiro, ruivo, preto, azul, mesclado?
E sua pele?
Pardo, negro, branco?
E as músicas? Cada banda, cada voz, cada guitarra, cada um com seu estilo, personalidade predominante... e você? Ainda acredita na aquarela brasileira?
Sexualidade é para ser discutida de modo a despertar ignorância?
A diversidade é enorme, hoje, ser hétero é ser diferente.
Não adianta lutarmos contra nossa própria espécie.
Deixo claro que aqui o intuito não é despertar preconceito em relação a nada. Só quero mostrar o que realmente somos, em uma era que respeitar requer a tolerância de todos.
Priscila Signorini Silva.
Loiro, ruivo, preto, azul, mesclado?
E sua pele?
Pardo, negro, branco?
E as músicas? Cada banda, cada voz, cada guitarra, cada um com seu estilo, personalidade predominante... e você? Ainda acredita na aquarela brasileira?
Sexualidade é para ser discutida de modo a despertar ignorância?
A diversidade é enorme, hoje, ser hétero é ser diferente.
Não adianta lutarmos contra nossa própria espécie.
Deixo claro que aqui o intuito não é despertar preconceito em relação a nada. Só quero mostrar o que realmente somos, em uma era que respeitar requer a tolerância de todos.
Priscila Signorini Silva.
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