Paro no mais indesejável tempo, tudo congelado, tudo morto.
Não encontro o meu futuro, mas relembro um passado que gostaria de descartar como uma carta de um incompetente monte de baralho.
Peço a superfície remota desse tão indesejável tempo e me perco no vazio das piores palavras faladas. Me fecho. Me despeço.
Minha voz afaga o doce ar da vida, porque já não sou aquela pessoa que respira o melhor ar.
Estou no meio da neblina, aquela que tanto me toca e me esconde.
Eu não desejei esse tempo indesejável. Eu apenas quis o vento. O vento de neve que me atingiu.
Foi o momento em que perdi o meu sorriso.
Priscila Signorini Silva.
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