O show circense começa. O palhaço se veste de pirraça, e o espetáculo se resume em muitas caras pintadas. Quando o elefante aparece, vestido de prisioneiro, nele a graça fica estagnada. Se escuta os mais altos risos e as mais imagináveis melodias. A luz ilumina a odalisca por intermédio da estrutura organizada.
A flauta vestida de sons nos relaxa, o ar esboçado aguça a plateia. Mediante a isso, vozes voam vestidas de palavras tão poucas expressadas. O exposto veste a nudez, o portão veste o fim. A solidão veste o egoísmo que veste a raiva. As raízes trocam de folhas vivas a todo instante. O mar se veste de infinidade. O sol se veste de esperança, a lua se veste do homem. A areia se veste dos pés. Os cabelos se vestem dos hidratantes, mas bem como antes, ainda persistem nos couros. A boca se veste de informação, o nariz de expiração. O amor se veste de pessoas. Personalidade se veste de atitude. A investida se veste com o "tente outra vez". O violão se veste com as notas musicais, essas que são usadas nos vocais. O mundo se veste de um manto universal que está além de qualquer traje já visto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário