quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Por que se “esqueceram” dos meses anteriores?

Será que temos a idade que pensamos?
É tão fácil falar os dias de vida de um recém-nascido.
Tão poucos... e aqueles outros nove meses ou até menos em alguns casos?
Se foram com a placenta?
O fruto se dá quando ele começa.
Por que temos que recomeçar?
Foram meses do que?
De algo crescendo, se transformando e todos vendo?
Por meses, algo crescendo?
Não vejo sentido.
Cultura, qual a outra opção?
Espermatozoides são filhos. Transformam-se no útero. Mas ainda é o fruto.
Diga-me, quem não se transforma, se transtorna?
São quantos meses perdidos? Ou são meses vividos?
Por que não contam os meses anteriores?
Por que não há honestidade com o ciclo da vida?
Se a identidade precisa de data, inclua os meses antes da “chegada”.
O ser humano é muito mais que um nascimento contado a partir de um choro.
Há constantes transformações, dentro e fora do casulo.
Todos seres vivos.
Vida se conta a partir da vida.
Sem regras, sem artificialidade, sem cultura.
Ser é sentir. Sentir é estar. Estar é presença.
Meu presente, poderia contar meus meses antes da “vida”?
                                                                                                 Priscila Signorini  08/09/2013.

Nenhum comentário:

Postar um comentário