domingo, 21 de julho de 2013

Estenda-me toda incerteza que mergulharei em seus pensamentos mais insanos.
Vou caçar todos os neurônios e te dizer o que te faz ser assim.
Encanta-me.
Me faça entender porque meus lábios podem dizer o que você não espera.
Não irei te confortar.
O que a tolice nos traz num dia ruim?
Bobagem não imaginar milhões de vagalumes por aí...
Monte na mente o que te faz contente.
Me mostre suas indecisões e andarei por todas suas certezas.
Nem muito, nem pouco.
Te dou qualquer troco.
Me diga as palavras reprimidas que te enforcarei com as letras avulsas.
Escute o som oco da escultura.
Permita-me mostrar-lhe o que nos une.
Agrada-me por querer. Migalhas não tente perder.
Mais quantos milhões de milhas irei percorrer?

Only...

Percebo que me aproximo do longe.
Parece um abismo constante.
Em noites que deveriam ser épicas, são meras eras.
No caminho, aquelas despedidas sem dizer "adeus".
Não me vejo com pessoas.
Tenho a sensação de que perdi todos, de uma só vez.
Agora, percebo que nunca tive amigos. Sempre tive colegas.
Colegas que me procuravam por interesse próprio.
Uma pena de colegas.
Esse é o momento de questionar todas as pessoas que encontrei e de longe estarei.
É ruim admitir isso, mas estou só.
Não desistirei dos seres humanos. Mas, antes de tudo, não desistirei de mim.

Confúcio.


Deixa eu entender o quão eu tenho de você. Me chame para tentar fazer o entender.
Eu desperdicei uma chance para ver se você me daria outra.
Sou o constante pensamento antes da outra.
Será que não me importar mais me abandonarei?
Diga, por favor, diga qual é o meu rei.
Quantas vezes eu te enganei?
Te chamo de longe pra perto.
Te mando pra longe de perto.
Com bordas de lágrimas, te dou a minha cantada.
Nem doce, nem rude.
Não sou pro seu bico, mas te vejo comigo.
É como não querer o que mais se quer.
Não conheço muito bem a coerência. Vou no impulso.
Será que posso lhe oferecer meu suco?
Antes não se via. Hoje se olha. Amanhã quem sabe o que será.