A Vida
Ah... a vida. Coisinha tão complicada. Composta por tantas fases, tantos lados e acontecimentos. Viver é ingerir tudo, degustar gostos bons e ruins e depois, no processo digestivo, eliminar o que já não é mais nada além do resto. Fora o risco que nos acompanham. Basta um mero segundo e tudo pode se acabar. Algo inimaginável pode acontecer em situações tolas. O que acontece é que não temos noção disso. Desperdiçamos o tempo como se ele fosse infinito. Quando tudo parece ser brincadeira, pode se tornar a pior diversão. Há quem diga que não quer mais viver, não tem mais forças para continuar... será que ninguém percebe o quão bom é estar vivendo uma vida? A vida não falha. Nós falhamos. Por qualquer coisa. A qualquer momento. Sempre procuramos um culpado. Sempre somos os culpados. Guiamos nosso próprio caminho, fazemos nossas próprias escolhas, fugimos das maiores consequências. Basta estar vivo para morrer.
Perder tudo
Perder tudo na vida implica em ter tudo. Mas o que seria esse “tudo”? O que mais importaria na vida além das pessoas que você ama? O que falta? Falta amadurecer os pensamentos. Falta a cumplicidade, a ternura, o respeito de indivíduo para indivíduo. As pessoas ficam tão aquém de tudo que vai além do material, do passado, das coisas ruins. Se apegam tanto a cobrança, exigem o melhor em tudo. De melhor e de pior todos nós temos. Dádiva seria se em tudo fizéssemos sempre o melhor. Mas não teria graça. Ter tudo é saber o que se quer. Perder tudo é saber recomeçar. Basta de reclamações. Somos muito mais que isso. Todos os dias levantamos da cama e vivemos mais um dia. Em um plano maior que é a vida, temos que levantar da cama toda vez que caímos de sono.
Motivação para a vida
Você está nadando contra uma forte correnteza. Tudo que você vê é a água vindo em sua direção. O desespero toma conta de você. A falta de ar se torna incontrolável. Você está quase desistindo, vai perdendo as forças rapidamente. Tudo se torna abstrato e obscuro. Pensa que mais nada vai tirar você dali. Só sobrou você. Não vai querer se tornar mais uma vítima da correnteza, não é mesmo? Vai ser mais um? Não. Definitivamente não. Você volta a nadar bravamente. Luta cada vez mais. Percebe que poderia ser um peixe. Mas peixes não vivem fora da água, ao contrário de você. Chega o resgate, você está à beira da margem. Você vê a esperança bem a sua frente quando alguém lhe estende as mãos para poder ajudá-la. Você tem que pegar naquela mão. Você não pode ser apenas mais uma vítima dessa correnteza. Não sabemos como, mas você conseguiu pegar na mão da pessoa. Você foi salva. Ou melhor, você se salvou tudo dependeu de você. Do seu diferenciado. Você venceu. Lutou, pensou em desistir, mas viu que não valia a pena. Conseguiu o que todas as outras vítimas nunca haviam conseguido. Lutou contra a correnteza forte e sobreviveu. Agora, eles acreditam em você. A partir dessa conclusão, sabemos que você conseguiu pegar na mão do socorrista, pelo simples fato dele acreditar em você, naquela situação, em que ninguém mais persistiria. E amanhã será um novo dia em que você será destacada pelo fato de ter renascido. Vai seguir em frente e lutar para que seus sonhos e objetivos sejam alcançados. E quando uma correnteza forte vier você saberá como lidar com ela e saberá que ela há de passar.
Priscila Signorini Silva
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